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Irão promete resistir até que os "agressores" se arrependam

Irão promete resistir até que os "agressores" se arrependam

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, garantiu esta terça-feira que o Irão continuará a resistir às forças que considera agressoras até que estas "se arrependam" e os direitos do povo iraniano sejam respeitados.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, endurece o discurso e promete responder militarmente aos ataques dos inimigos. Foto: Vyacheslav Prokofyev / Sputnik / kremelin Pool - EPA

Numa mensagem publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian afirmou que a República Islâmica do Irão "sempre foi contra a guerra", defendendo que os interesses da população e a segurança regional dependem da capacidade de evitar novos conflitos. 

O Presidente iraniano, contudo, sublinhou que o país continuará a responder militarmente ao que considera "atos de agressão".

"Assim como [a República Islâmica do Irão] se levantou corajosamente para se defender de agressões até hoje, continuará essa resistência com firmeza até que os agressores se arrependam", escreveu.
O atual conflito começou há mais de seis meses, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão. 

A ofensiva matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerão, e atingiu instalações nucleares e militares em várias zonas do país.

Em resposta, o Irão atacou posições militares e infraestruturas norte-americanas em países do Golfo

O Hezbollah, grupo armado libanês aliado de Teerão, lançou também foguetes contra o norte de Israel, desencadeando uma nova frente de combate. 

Israel respondeu com ataques quase diários e chegou, num determinado momento, a controlar cerca de um quinto do território libanês.

Seis meses depois, o conflito permanece num impasse. O Irão tem utilizado o controlo do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão sobre Washington, com fortes consequências para o transporte marítimo e para os mercados internacionais de energia.
Números explicam a dimensão da guerra

Pelo menos 7.900 pessoas morreram, a maioria no Irão e no Líbano, e foram registados mais de 5.500 ataques

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu de cerca de 100 navios por dia para apenas sete. Entre as baixas estão pelo menos 18 militares das forças de segurança norte-americanas.

Apesar de meses de negociações, não foi ainda alcançado um acordo capaz de travar definitivamente as hostilidades. 

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