Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão promete resistir até que os "agressores" se arrependam
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, garantiu esta terça-feira que o Irão continuará a resistir às forças que considera agressoras até que estas "se arrependam" e os direitos do povo iraniano sejam respeitados.
Numa mensagem publicada na rede social X, Masoud Pezeshkian afirmou que a República Islâmica do Irão "sempre foi contra a guerra", defendendo que os interesses da população e a segurança regional dependem da capacidade de evitar novos conflitos.
O Presidente iraniano, contudo, sublinhou que o país continuará a responder militarmente ao que considera "atos de agressão".
"Assim como [a República Islâmica do Irão] se levantou corajosamente para se defender de agressões até hoje, continuará essa resistência com firmeza até que os agressores se arrependam", escreveu.جمهوری اسلامی ایران همواره با جنگ مخالف بوده و حفظ منافع مردم و امنیت منطقه را در پرهیز از آتش افروزی دانسته است. اما چنانکه تا امروز در برابر تجاوز، دلیرانه به دفاع برخاسته است این مقاومت را تا پشیمانی کامل متجاوزان با قوت ادامه خواهد داد و پاسدار حقوق ملت بزرگ ایران خواهد بود.
— Masoud Pezeshkian (@drpezeshkian) September 8, 2026
O atual conflito começou há mais de seis meses, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão.
A ofensiva matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerão, e atingiu instalações nucleares e militares em várias zonas do país.
Em resposta, o Irão atacou posições militares e infraestruturas norte-americanas em países do Golfo.
O Hezbollah, grupo armado libanês aliado de Teerão, lançou também foguetes contra o norte de Israel, desencadeando uma nova frente de combate.
Israel respondeu com ataques quase diários e chegou, num determinado momento, a controlar cerca de um quinto do território libanês.
Seis meses depois, o conflito permanece num impasse. O Irão tem utilizado o controlo do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão sobre Washington, com fortes consequências para o transporte marítimo e para os mercados internacionais de energia.
Números explicam a dimensão da guerra
Pelo menos 7.900 pessoas morreram, a maioria no Irão e no Líbano, e foram registados mais de 5.500 ataques.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu de cerca de 100 navios por dia para apenas sete. Entre as baixas estão pelo menos 18 militares das forças de segurança norte-americanas.
Apesar de meses de negociações, não foi ainda alcançado um acordo capaz de travar definitivamente as hostilidades.